A extensão rural, frequentemente tratada como instrumento técnico de apoio à produção agrícola, revela-se, neste livro, como um campo profundamente atravessado por disputas políticas, econômicas e simbólicas.
Ao articular aportes teóricos de autores como Pierre Bourdieu, Antonio Gramsci, Karl Polanyi, Nicos Poulantzas, Bob Jessop e Norberto Bobbio, com a análise histórica da formação da extensão rural no Brasil, a obra demonstra que não há neutralidade nas práticas extensionistas. Ao contrário, elas expressam projetos distintos de desenvolvimento rural e de sociedade.
Entre a modernização conservadora e as propostas emancipadoras, a extensão rural se apresenta como espaço estratégico de disputa, no qual se confrontam interesses do agronegócio, políticas públicas e iniciativas voltadas à agricultura familiar e à agroecologia.
Mais do que uma análise, este livro é um convite à reflexão crítica sobre o papel da extensão rural na construção do futuro do campo brasileiro.
Este livro nasce da experiência acadêmica e da reflexão crítica sobre o papel da extensão rural no Brasil contemporâneo do extensionista Marcos Inácio Fernandes (Marcão).
Partindo do entendimento de que o conhecimento não é neutro e que toda prática social está inserida em relações de poder, a obra assume um posicionamento claro: a defesa de uma extensão rural comprometida com a justiça social, a valorização dos saberes do campo e a construção de alternativas sustentáveis.
Ao trazer a metáfora dos "Baobás", o autor reforça a importância da memória, da resistência e dos saberes enraizados, frequentemente invisibilizados pelos modelos hegemônicos de desenvolvimento.
Destinado a estudantes, pesquisadores, extensionistas e todos aqueles que atuam ou se interessam pelo meio rural, este livro busca contribuir para a construção de uma extensão rural crítica, democrática e transformadora.
Marcos Inácio Fernandes (Marcão)